
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um dos investimentos de renda fixa mais populares no Brasil. Em 2026, com a Selic em patamar elevado, o CDB oferece retornos atrativos e pode ser uma excelente alternativa a quem busca segurança e rentabilidade acima da poupança. Neste guia você vai entender o que é CDB, como funciona, quais os tipos disponíveis e quando vale a pena escolhê-lo.

O que é CDB
O CDB é um título de dívida emitido por bancos para captar recursos do público. Ao comprar um CDB, você está emprestando dinheiro para o banco, que usa esses recursos para financiar operações de crédito. Em troca, o banco paga juros que podem ser pré-fixados, pós-fixados ou mistos. O CDB conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante até R$ 250 mil por CPF por instituição. Isso torna o CDB um investimento seguro mesmo em bancos menores.
Tipos de CDB em 2026
- CDB pós-fixado: rende um percentual do CDI (90% a 130%). Acompanha a Selic e é ideal para quem não quer oscilação. É o tipo mais comum.
- CDB prefixado: taxa fixa definida na compra. Ótimo para travar rentabilidade alta quando se espera queda dos juros.
- CDB IPCA+: rende inflação mais taxa fixa. Protege o poder de compra no longo prazo.
CDB versus Tesouro Direto: qual escolher?
CDBs de bancos pequenos e médios costumam pagar acima de 100% do CDI, superando o Tesouro Selic. No entanto, a garantia do FGC limita-se a R$ 250 mil por instituição, enquanto o Tesouro Nacional não tem esse limite. Para valores abaixo desse teto, CDBs com 110% a 130% do CDI são imbatíveis em risco-retorno. Para valores maiores, diversifique entre diferentes instituições. Veja o comparativo completo no nosso guia sobre o Tesouro Direto 2026.
Tributação e custos do CDB
O CDB segue a tabela regressiva de Imposto de Renda: 22,5% para resgates em até 6 meses, reduzindo para 15% acima de 2 anos. Não há taxa de custódia da B3 como no Tesouro Direto. Segundo o Banco Central do Brasil, a taxa CDI segue de perto a Selic, servindo de referência para todos os CDBs do mercado. Muitas corretoras digitais oferecem CDB sem taxa de administração adicional, aumentando a rentabilidade líquida.
Quando o CDB vale a pena em 2026?
Com a Selic elevada em 2026, o CDB está em excelente momento. CDBs que pagam 110% a 130% do CDI em bancos digitais sólidos representam ótima relação risco-retorno para investidores que querem superar o Tesouro Selic mantendo a proteção do FGC. Compare sempre a rentabilidade líquida (descontando IR) antes de escolher entre diferentes produtos.
Conclusão
O CDB é um dos pilares da renda fixa brasileira: seguro, acessível e com ótima rentabilidade em 2026. Para aprofundar seus conhecimentos em investimentos, leia O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham — a bíblia dos investimentos e leitura obrigatória para quem quer construir patrimônio com inteligência.




